quarta-feira, 26 de maio de 2010



Tenho de confessar que ainda não percebi muito bem. Se fui eu que escolhi os livros ou se foram eles que me escolheram a mim.

A minha relação com os livros e a leitura começou cedo. Desde que me lembro de mim, lembro-me de haver a Time e o Público na mesa da cozinha. Os livros sempre abundaram em casa. E eu sempre tive de todo o tipo de formato de livros. Dos para o banho, dos que se abriam e formavam figuras em três dimensões, dos livros-álbum, da banda desenhada e muitos mais.

Quando morava na bimbolândia tive a sorte de ter perto de casa uma boa biblioteca fixa da Gulbenkian. E isso, claro que foi mais uma ajuda. Era sem sombra de dúvida um espaço agradável de se estar. E foi assim, que ao contrário de muitas pessoas, guardei uma relação muito boa com este género de espaços. E, a minha mãe e a minha tia foram grandes mentoras no que toca ao prazer da leitura e do objecto livro.

Entretanto fui crescendo e fui vendo que existiam bibliotecas em que a única vontade que tinha era a de fugir a sete pés. Com funcionários mal-educados, pouco acessíveis, colecções moribundas e com prateleiras fechadas à chave.

Mas os tempos mudaram. Algumas bibliotecas continuam a ser locais claustrofóbicos, mas outras são espaços pelos quais me apetece perder. Com actividades muito apelativas, bibliotecários prestáveis e simpáticos, colecções ricas e jardins fabulosos.

E agora, é numa dessas que quero trabalhar.

1 comentário:

Myself disse...

Tiveste/Tens muita sorte por teres sido, mesmo que indirectamente, incentivada a ler desde cedo. Em minha casa nunca houve grande gosto pela leitura e os livros eram essencialmente daqueles de capa rija que se compram só para enfeitar as prateleiras (literalmente). No entanto, eu sempre amei ler. Daí até à licenciatura em Letras foi um passo!! "O coração tem razões que a pp razão desconhece!" :-)Bjos*