"Aquele que tem um amor no ventre, não tem necessidade de jogar flippers porque já está bastante próximo do jogo para que se tenha necessidade dessa máquina contra a qual não se pode senão, de qualquer modo, perder. Quando uma mulher chora à chuva, é porque o amante a deixou. E deixou-a porque ela não conseguiu amarrá-lo. No Amor, existe fatalmente um esforço, é assim.
As limitações libertam. O terror não pode ser tão atroz como o medo do terror. Ou então, ser abandonado não pode ser isolar tanto como o medo do terror.
Desmontar tudo em peças soltas e e juntá-las de novo, deveria ser belo. Nunca se pode partir daquilo que está. A ausência de utopia, é uma utopia. E a ideia de um belo amor é uma bela ideia mas a maior parte dos quartos têm quatro paredes, a maior parte das ruas são calcetadas, e para se respirar tem-se necessidade de ar. Sim - a máquina é um produto perfeito da cabeça. Eu tomei a minha decisão, torno a jogar flippers e deixo a máquina ganhar, não tem importância - o vencedor, no final sou eu."
Rainer Werner Fassbinder
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Dos casais, do amor, do estar
Às vezes chateia-me o blog do Arrumadinho. Outras vezes encanta-me. Hoje foi dia de me encantar. Este texto não podia ter mais a ver comigo, com o que estou a passar.
E esta passagem em particular...
A sensação de chegar a casa cheio de adrenalina para fazer qualquer coisa nova, para avançar com uma ideia que se teve e que anda a fervilhar na cabeça há dias, falar com o parceiro sobre isso e ter como resposta um "ah, que giro, mas olha, tens de ir lá abaixo comprar rabanetes para a sopa" é o que eu chamo de corta-tesão profissional. Um homem ou uma mulher com ideias e ambições que tenha como companheiro alguém mole e desinteressado dificilmente será feliz. E pior: o mais provável é a pessoa mais ambiciosa anular-se, deixar-se vencer pelo cansaço, e desistir da sua forma de ser, contrariar a sua natureza, deixar-se escorregar para o sofá, que até é confortável. Quando assim é, todos perdem. A pessoa, o casal, o país.
Fez-me lembrar bem dos projectos que tenho, das ambições, do que tenho vindo a construir e de quem me falava da campanha do Continente e do Pingo Doce como se isso fosse um projecto de vida ou para a vida. E nem sabia criar oportunidades verdadeiramente reais.
E porque a última coisa que quero (e que posso) é anular-me, foi altura de seguir em frente. Porque eu estava justamente cansada.
E esta passagem em particular...
A sensação de chegar a casa cheio de adrenalina para fazer qualquer coisa nova, para avançar com uma ideia que se teve e que anda a fervilhar na cabeça há dias, falar com o parceiro sobre isso e ter como resposta um "ah, que giro, mas olha, tens de ir lá abaixo comprar rabanetes para a sopa" é o que eu chamo de corta-tesão profissional. Um homem ou uma mulher com ideias e ambições que tenha como companheiro alguém mole e desinteressado dificilmente será feliz. E pior: o mais provável é a pessoa mais ambiciosa anular-se, deixar-se vencer pelo cansaço, e desistir da sua forma de ser, contrariar a sua natureza, deixar-se escorregar para o sofá, que até é confortável. Quando assim é, todos perdem. A pessoa, o casal, o país.
Fez-me lembrar bem dos projectos que tenho, das ambições, do que tenho vindo a construir e de quem me falava da campanha do Continente e do Pingo Doce como se isso fosse um projecto de vida ou para a vida. E nem sabia criar oportunidades verdadeiramente reais.
E porque a última coisa que quero (e que posso) é anular-me, foi altura de seguir em frente. Porque eu estava justamente cansada.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Estes senhores vêem cá!
Certezas #2
Se for morar para debaixo da ponte vou ter muitos vestidos com que me tapar neste tempo mais frio.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
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