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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


E ao meu 18º ano de estudos o meu pai conseguiu dizer: "Fico muito feliz contigo, congratulazioni!"


Ele ficou feliz por mim e eu fiquei feliz por o ter deixado feliz.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Há uns anos atrás foi o martírio do género: "ah e agora o que vai ser de mim? Que licenciatura é que vou fazer? Faço ciência política, ou comunicação social, ou relações internacionais? Será que quero mesmo continuar a estudar?" E depois: "ah e tal, afinal não gosto de nada, só existe um curso que quero fazer mas tenho a certeza que não volto para aquela universidade, porque aquele prof. é uma palhaço e pregou-me uma rasteira, e é um crápula e blá, blá, blá." Conclusão: a minha mãe (leia-se - a mais querida do mundo, pois não é com leviandade que todas aceitam tamanho drama como eu fiz) lá esperou um ano. E eu deixei-me ficar. Até que um belo dia ela me deve ter aberto os olhos e disse: "Tens de voltar a estudar!" E eu lá muito contrariada comecei a pesquisa. Para começar (e nada mal) lá vem o curso de Informação, Documentação e Comunicação. E foi ouro sobre azul. Conheci pessoas muito diferentes que criavam uma dinâmica muito especial, o que originava uma grande troca de experiências e uma grande aprendizagem. Depois de alguns ataques de angústia miudinha e de frase da praxe ("Eu nunca vou ser capaz de fazer isto"), lá veio um bocadinho mais de segurança, e depois aprendi as coisas fantásticas que se podem fazer numa biblioteca, e que afinal eu era capaz de fazer aquilo e mais que tudo, eu era capaz de ser feliz a fazer aquilo. E assim foi. As oportunidades de trabalho foram surgindo (não da forma como as desejei...) e eu fiquei com vontade de aprender mais. Então... desisti da licenciatura que entretanto tinha começado (um claro erro de casting) e lá fui eu para outra. Esta é a 3ª licenciatura que frequento. E espero que a última. Estou no 3º ano e sou finalista. E orgulho-me disso. Aprendi que os obstáculos se ultrapassam, e que sou capaz. Mas claro que sei que sem algumas das pessoas que me são muito importantes tudo isto não teria sido possível. Precisamos de alguém que nos faça acordar, que nos diga que conseguimos, que nos dê aquele empurrão, que saiba esperar, que saiba compreender a nossa ausência, mas também que saiba compreender a nossa ambição. Essas pessoas... Elas sabem quem são... e assim, só me resta dizer:


um muito obrigada.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009


Porque é que será que tenho a ligeira sensação que quem fez o plano curricular da minha licenciatura se lembrou de gozar connosco? Que #"!))=?#* de E-R, de modelo relacional e blá blá blá. Não posso mais com este trabalho e para os devidos efeitos ainda nem começou...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Seriously?!

Seriously.

Ele é Sistema de Gestão de Bases de Dados. É programar em Acess. São chaves primárias. É organogramas XPTO. É ambiente geral e ambiente tarefa. São os casos práticos. São as variáveis. E a departamentalização. E mais o meu amigo Mintzberg.

A sério. Há feriados mesmo maus.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma pequena história

No primeiro dia de aulas de uma Universidade um jovem estudante apressado corria para a primeira aula quando, de repente, esbarrou com um senhor idoso que seguia no mesmo corredor.
- Perdão Professor, ia distraído, nem o vi - desculpou-se o jovem.
- Não sou professor meu rapaz, sou aluno – retorquiu o ancião.
- Aluno? Mas que idade tem o senhor? Perguntou o jovem.
- Tenho 73 anos.
- E em que curso está inscrito? Voltou a perguntar o jovem.
- Inscrevi-me em Medicina. É um sonho que sempre tive e que agora tentarei tornar realidade – respondeu o velhote.
- Eu também sou aluno de Medicina. Mas este curso dura 5 anos e depois mais 2 anos de estágio e mais 1 ano de especialização o que dá um total de 8 anos até estar em condições de exercer medicina. Quando terminar o senhor terá 80 anos – rematou o jovem estudante.
- Meu caro colega, de facto terei 80 anos se chegar lá. Mas se não seguir o meu sonho a única coisa que terei daqui a 7 anos serão apenas 80 anos e nada mais.
Não há nada mais precioso que o nosso tempo. Não conheço maior riqueza que essa. Podemos comprar tudo na vida, bastando estarmos dispostos a pagar e ter dinheiro para isso. O que não podemos comprar é tempo de vida.
O que podemos fazer com o nosso tempo, a nossa maior riqueza, só a nós diz respeito. Trocamos o nosso tempo por dinheiro quando trabalhamos, gastamos o nosso tempo com quem gostamos, etc. A maior desvantagem do nosso tempo é apenas uma: nunca pára, está sempre a contar, mesmo quando dormimos.
Portanto, meus amigos e amigas, quando chegarmos a Julho de 2010, desejo sinceramente que sintam a mesma felicidade do velho estudante de medicina que não quis só e apenas ter 80 anos, mas também concretizar o seu sonho.
Eu podia ter passado estes anos a mudar canais de televisão nas noites que dediquei a esta licenciatura ou a jogar vólei na praia, a bronzear-me e a beber caipirinhas na altura em que o calor dos p-folios nos derretiam os neurónios.
Cá estou para mais um ano que espero ser o último desta caminhada. E estou convosco para o que precisarem e me for possível ajudar-vos.
Espero que quando chegarem aos 73 também recebam um empurrão de um jovem estudante a caminho da sala de aula!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O porque da Gestão

Conseguir justificar o injustificável. Esqueci-me que o estudar para técnico superior implica Gerir!



Raios partam os casos práticos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009


Acontece-me sempre o mesmo. Primeiro não sei o que escrever nos trabalhos para a universidade. Depois, não consigo parar de escrever. E lá vem mais um fim-de-semana de muita escrita...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Finalista!


Parece que é oficial: Sou finalista! Depois de andar a coleccionar primeiros anos nas universidades sinto-me super orgulhosa daquilo que alcancei e apesar de poder haver alguns precalços neste último ano nada me tirará esta sensanção de vitória e de missão cumprida. Espero brevemente comprar as fitas e a capa e quanto ao traje é que ainda me restam algumas dúvidas, mas ser uma capa negra é um sonho antigo. E pelo meio... claro que já ando a sonhar com o mestrado!

domingo, 26 de abril de 2009

P-fólios, e-folios, AF, semestres, anos lectivos

Acho que os P-fólios são grandes formas de resistência, resistência acima de tudo psicológica.

Passamos um semestre a assimilar matéria, a ler páginas e páginas de livros, a realizar actividades formativas, a consumir-mo-nos com E-fólios. E são estes que decidem se podemos submeter-mo-nos ao momento da tortura final. Sem nota mínima, teremos de esperar mais um ano lectivo.

Costumo comparar a sensação que tenho em dia de P-fólio como um balão cheio de ar. Durante um semestre enchemos, enchemos, enchemos, enchemos de matéria, na semana antes reforçamos as novas ideias, tiramos dúvidas, estudamos, estudamos, estudamos, estudamos até que chega o dia derradeiro.

No outro dia olhei em meu redor e pensei: eis os resistentes a arrastarem-se para o momento final.

Talvez tenha sido um exagero, mas não deixa de ser uma victória.

E sim, cada vez mais esta victória está a saber melhor.

Não me perguntem como está a correr, não me perguntem se preciso de alguma coisa, deixem-se estar no vosso canto e a queixarem-se da vossa vida miserável. Continuem a pisar-me. Continuem a dificultar-me a vida. Não se assustem quando se aperceberem que já está feito. Não, o tempo para mim não passou depressa. Mas eu sabia que seria capaz. E cá estou. Não tenham medo quando virem que preciso de crescer profissionalmente. Não tenham medo da minha ambição. Deviam ter pensado nisso antes.

terça-feira, 21 de abril de 2009

All I have to do is dream

Ainda não parei de sonhar. Aliás, espero nunca o fazer. Continuo a viver com a utopia que um dia vou poder deixar de trabalhar, nem que seja só por um ano, para me dedicar aos estudos.

Talvez o meu mal tenha sido o facto de ter começado a trabalhar demasiado cedo. A pouco e pouco vem o charme do dinheiro, a independência financeira e tudo acaba por ser uma bola de neve.
E assim tomam-se opções, delineia-se uma estratégia, dá-se o melhor que se pode...

E entretanto os anos vão passando e quanto mais aprendo mais certezas tenho do que quero fazer. E apercebo-me que cada vez gosto mais do meu curso e menos do meu trabalho. Mas para já é assim: o segundo paga o primeiro e quando este terminar outras oportunidades hão-de surgir.

É como digo: cada um prostitui-se da maneira que pode.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Não há nada como....


Ligar o computador, aceder ao moodle e eis que.... mais uma disciplina feita, quando nada o fazia esperar.

Apesar de ainda faltar uma nota deste semestre posso dizer: cheguei a meio do curso!

E para quem andou a coleccionar frequências universitárias, sim, isto é uma vitória, porque finalmente descobri aquilo que quero fazer a longo curso. :)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Porque todos devem cair de joelhos e adorar um(a) bibliotecário/a

Para todos aqueles que acharam estranho há três anos atrás a minha entrada no curso de TIDC, que torceram o nariz quanto falei de bibliotecas e que me disseram com ar enjoado, "tu? ai, não tem nada a ver".

E também para todos aqueles que acharam ainda mais estranho a continuação de estudos na mesma área e que acharam impossível dar continuidade a uma carreira pelas ciências da informação e da documentação, aqui vai:



Porque todos devem cair de joelhos e adorar um(a) bibliotecário/a

OK. Pois. Todos temos as nossas ideias preconcebidas do que é ser bibliotecário e do que eles fazem o dia todo. Muitas pessoas pensam nos bibliotecários como funcionários públicos de estatuto menor, esgueirando-se por todo o lado , a fazer "ssssh" constantemente, para não falar de selar e carimbar coisas a torto e a direito. Ora... pensa melhor ò meu!

Bibliotecários têm licenciaturas em ciências da informação e, muitas vezes, mestrados em Sistemas de Dados e Interface Homem/Computador. Os bibliotecários podem catalogar tudo o que existe entre um alho e a orelha de um cão. Podem-no catalogar a si.

Os bibliotecários controlam poderes inimagináveis. Com um leve torcer do pulso a sua tese de doutoramento desaparece detrás de 50 anos de "Crónica Feminina". Podem encontrar informação para o seu trabalho final que nem você sabia que existia. Podem até guiá-lo para novos e mais apropriados temas de investigação.

As pessoas tornam-se bibliotecários porque sabem demais. O seu conhecimento estende-se muito para além das meras categorias. Não podem ser confinados a meras disciplinas. Os bibliotecários sabem e conhecem tudo. Eles dão ordem ao caos. Dão cultura e sabedoria às massas. Preservam todos os aspectos do conhecimento humano. Ser bibliotecário é fixe. E dão cabo do canastro a quem pense o contrário!