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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Library stuff

Numa biblioteca universitária, uma utilizadora que está a fazer a tese de mestrado pergunta como se faz para chegar até ao google.

Really?


terça-feira, 16 de abril de 2013

No balcão de biblioteca

"Quero um livro de patologia que está organizado por cores."


Pois.

terça-feira, 12 de março de 2013

Livros. Livros. Livros.*

Inspirada por isto http://biblioo.info/livre-se-dos-livros-antes-de-morrer/

Compreendo perfeitamente as ansiedades de qualquer amante dos livros, mas a menos que você já tenha trabalhado em bibliotecas e sido esmagado pela massa absurda do texto em papel, você não sabe nada sobre o gerenciamento de quantidades maciças de livros.

Já ouvi várias vezes a frase que trabalhar em biblioteca é um trabalho fácil, leve, e sem grandes responsabilidades. É. Dizem isso porque não está lá dentro. 
No artigo acima citado, falando da responsabilidade das quantidades maciças não só de livros, mas como de papel em geral, nós, os bibliotecários, acabamos com uma percepção completamente diferente da complicação que todos os documentos podem ser. 

E começamos a ganhar um tipo de aversão no que diz respeito a guardar ou conservar livros que já ninguém lê. Para guardar um exemplar de cada, para ser uma biblioteca de preservação, existem as bibliotecas nacionais, onde cada exemplar de tiragem de depósito legal obrigatoriamente tem de dar entrada e fazer parte desse espólio. Fora isso, não faz sentido encher as bibliotecas (sejam públicas, escolares ou universitárias) de livros e revistas que dificilmente alguém consultará. Para isso existe uma politica de selecção e abate.

Das coisas que mais me lembro, é de sempre ouvir a minha mãe dizer: os livros não se deitam fora! Uhm. Pois. A minha percepção mudou logo a partir do momento em que a casa onde tinha vivido seria vendida. A ideia era levar só o essencial. Então, todos aqueles livros juvenis que eu anteriormente devorava, mas que dificilmente lhes voltaria a tocar, foram dados.

Depois disso, (e já durante o curso técnico de documentação e informação), volto à limpeza das minhas próprias prateleiras. Porque eram livros oferecidos por editoras, deixados por aí, ou coisas que já não faziam sentido para mim. Alguns deram lugar a feiras do livro usados por parte de bibliotecas públicas (de forma a angariarem dinheiro para novas aquisições), outros deixados na reciclagem.

Não, não me custou. Não me doeu deitar livros fora.

Depois disso, numa biblioteca em que trabalhei, e atendo às actualizações dessa área do conhecimento, era prática comum desfazermos-nos de livros 
Entretanto vieram as bibliotecas com colecções completamente obsoletas, o que representou basicamente dois anos de gestão da colecção com muitos caixotes de reciclagem cheios e muitas viagens do Banco Alimentar para a campanha - Papel por alimentos

E ainda, uma casa em obras, com livros e revistas sem fim. Foram processos de selecção em todo o lado. Dias a acarretar com livros, papeis, caixas com pesos infinitos, a comer pó, em prédios e escolas abandonados. Um desbaste sem fim.

Eu sou amante de livros. Sou mesmo. Adoro ler, adoro o livro enquanto objecto em si. Mas não sou miúda de fundamentalismos. E ser bibliotecária levou-me a olhar para livros de forma diferente. Deixei de ser consumidora compulsiva. Adaptei-me (adoptei) (ainda) mais às bibliotecas, ao que elas me podem oferecer. Comecei eu própria a fazer uma avaliação dos livros e revistas que quero mesmo comprar e manter, ou daquelas que posso usar, ler e reler e que existem nas bibliotecas à minha volta.

Não sou apologista de guardarmos todos os objectos físicos que temos na nossa vida ad eternum. Gosto de limpezas. De novos ciclos. E os livros que antes podiam fazer sentido, deixarem de fazer. Porque evoluímos  Porque os nossos gostos não são sempre os mesmos. E é aí, que não só nas bibliotecas, como nas nossas vidas, temos de saber quando é altura de abrirmos os sacos pretos do lixo, por mãos à obra e fazer o tal "trabalho sujo"

Lembro-me muitas vezes de um primo meu. Com carreira na docência universitária, intelectual convicto e viciado em livros. Conta com três casas com livros. Com inúmeras colecções de revistas. Algumas delas, de fazer inveja a muitas bibliotecas.
Penso então o que acontecerá aquele espólio um dia que ele não estiver cá. Afinal, quem tomará conta da colecção? Haverá espaço nas bibliotecas para albergar tamanha colecção? 

Considero, que na situação ideal e um tanto utópica, a solução seria criar uma fundação. Com uma biblioteca imensa. Com apoio à investigação. Mas como sempre, a falta de meios económicos e de recursos humanos, bem como espaços livres e alcançáveis para a dinamização cultural são passos complicados e envoltos em burocracias intermináveis.

Não, não me custa deitar fora livros sem valor. Sem significado. Os que estão velhos e quebrados e completamente desactualizados. Mas isso, quando sabemos que há uma renovação constante. Que existem novos exemplares para ocupar as estantes. 
Mas uma biblioteca pessoal é um espelho de uma vida, de uma vida em evolução, de livros que ficam, de outros que vão. E é por isso que acredito, que os livros importantes, os que mais nos marcaram ficam. 
Mas os espaço físicos são pequenos, as cidades enormes, e cada vez é menos possível guardarmos tudo o que desejamos. 

Livros podem não ser nunca demais. Como tudo na vida, acredito que precisamos de doses de racionalidade.

*Hoje é Dia do Bibliotecário no Brasil. Salvé a todos os profissionais da informação!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

E os cabelos brancos que tenho?

A piquena:

"Eu tenho dois livros encomendados e quero voltar a encomendar"

No balcão de biblioteca:
Uhmmmm. Quer reservar?

A piquena:

"Não. Estão encomendados."


Certinho. Ainda não descobri nenhuma biblioteca que faça encomendas, mas é uma questão de procurar melhor.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Best and Worst Jobs 2010


Segundo o job site CareerCast.com a profissão de bibliotecário aparece no lugar 46 da listagem Best and Worst Jobs 2010. Not so bad... Só é pena é os salários aqui indicados não corresponderem a Portugal... Definitivamente, tenho de ir para os USA!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

The library hotel

Eu não queria fazer resoluções de ano novo. Juro que não queria, mas então apareceu-me assim de repente um Library Hotel! Um Library Hotel? Such a dream for me que sou tão library-addicted!

Gostava de dizer que a resolução de ano novo é voltar a NY e ficar a dormir neste hotel. A menina quer, quer muito!

http://www.libraryhotel.com/






sexta-feira, 24 de julho de 2009

Bibliotecas ao ar livre

“Bibliotecas ao ar livre” é o nome que se dá às pequenas bibliotecas que se podem agora encontrar nas ruas de algumas cidades alemãs. Abertas a qualquer hora do dia e da noite, estas bibliotecas contém uma vasta selecção de livros, e são mantidas por cidadãos anónimos.

Nem mesmo a chuva consegue afastar os habitantes de Bona das suas “Bibliotecas ao ar livre”. À volta da estante da Poppelsdorfer Allee, uma das cinco “bibliotecas” na cidade, há sempre uma grande agitação. De repente um carro pára, uma jovem sai e deixa livros novos na estante situada debaixo dos castanheiros: “Porque não ouvem os homens”, de Allan e Barbara Pease; e “Selige Zeiten, brüchige Welt”, de Robert Menasse. Estes dois livros juntam-se às cerca de duzentas outras obras que se encontram nas prateleiras da estante de dois metros com portas de vidro.

A ideia por detrás destas “Bibliotecas ao Ar Livre” é tão simples quanto engenhosa – qualquer pessoa pode dirigir-se às estantes, a qualquer hora do dia ou da noite, 365 dias por ano, e deixar ou levantar livros para ler. As bibliotecas são tão diversas e coloridas quanto os seus utilizadores: a ficção encontra-se ao pé da culinária e a informática confunde-se com os livros técnicos de psicologia. Estudantes, donas de casa, idosos e sem abrigo: todo o tipo de pessoas usa estas bibliotecas, alguns descobrindo-as por acaso, outros tendo já ouvido falar delas. “É também um local para comunicar”, diz Nicole Schmidt da Bürgerstiftung Bonn (uma fundação comunitária de Bona). “Os livros fazem as pessoas meter conversa umas com as outras.”

A biblioteca como escultura social

As “bibliotecas ao ar livre” são o resultado de um concurso de ideias organizado pela Bürgerstiftung Bonn em 2003, uma proposta de Trixy Royeck que conquistou toda a gente. Nessa altura Trixy estudava design de interiores em Mainz e inspirou-se nos artistas Clegg & Guttmann que, no início dos anos 90, instalaram as primeiras bibliotecas ao livre em Graz, na Áustria e depois em Mainz, na Alemanha. Clegg & Guttmann vêem as suas bibliotecas ao ar livre abertas como uma forma de escultura social, pois acreditam que a combinação de livros e a forma como as pessoas os tratam reflecte a estrutura do distrito urbano.

“Os casos de vandalismo ou roubo foram quase nulos”, declara Nicole Schmidt, que também afirma que, em todos os anos do projecto, nunca houve nenhum caso de graffiti a sujar as estantes, algo que surpreendeu os organizadores. A única excepção aconteceu na “Weiberfastnacht” (Quinta-feira das comadres), quando deitaram fogo às estantes localizadas no distrito Beutel de Bona. Por esta razão, esta é a única biblioteca que fecha nos últimos cinco dias antes do Carnaval.

Faça chuva ou faça sol

Homem apanha um livro nas ‚Bibliotecas ao ar livre’; Copyright: Südpol-Redaktionsbüro Köster & Vierecke /S.TentaOs habitantes de Bona não se preocupam só em usar as bibliotecas ao ar livre – sentem-se também responsáveis por elas. Alguns voluntários apadrinharam as bibliotecas e procuram assegurar que estas não contenham livros extremistas, pornográficos ou com material ofensivo e, de vez em quando, até limpam as portas de vidro. “Não sabemos o nome de todos estes guardiões”, explica Nicole Schmidt. “Por vezes os livros são organizados por transeuntes, e há mesmo quem nos ligue a avisar quando o vento estraga as portas de vidro”. A substituição ocasional das portas de vidro constitui um dos poucos custos de manutenção necessários. Estes custos também são suportados na sua totalidade por donativos. “Este projecto é totalmente auto-suficiente, não é necessário qualquer orçamento”, afirma a responsável da fundação.

As últimas duas estantes, compradas em Bona em Agosto de 2008, custaram 6000€ cada. “As portas destas estantes têm um sistema especial que fecha automaticamente as portas”, explica a Nicole Schmidt. O vidro também é muito mais estável e resistente às condições metereológicas, aguentando melhor o peso dos livros. A estrutura exterior é igual, composta de uma liga metálica especial que não enferruja. A estante de metal e vidro está cimentada chão, de forma a que possa sobreviver à mais severa das tempestades. Mas mesmo que chova durante muito tempo, a humidade não chega a afectar os livros, pois a flutuação dos livros é grande. “Há livros que desaparecem das estantes em poucos minutos”.

Algo para o caminho

‚Biblioteca ao ar livre’ na Poppelsdorfer Allee em Bona; Copyright: Südpol-Redaktionsbüro Köster & Vierecke /S.Tenta“Livros abandonados nas estantes não”. Este é o slogan do Bookcrossing, uma rede de troca de livros na internet. Este sítio web permite aos leitores disponibilizarem livros que já leram a outros leitores sem qualquer contrapartida financeira. Ao contrário do Bookcrossing, as “Bibliotecas ao ar livre” são organizadas a nível local. Disponíveis offline, são a solução ideal para os desejos espontâneos de leitura. Na Poppelsdorfer Allee em Bona, as estantes encontram-se perto da estação ferroviária, o que se revela uma vantagem, como confirma Nicole Schmidt: “muitos viajantes passam pelas estantes todos os dias, e quando precisam de algo para ler no comboio, levam um dos livros, devolvendo-o passado uns dias”. Quem gostar muito de um livro pode simplesmente ficar com ele e trazer outro oi substituir – algo que nenhuma outra biblioteca permite.

A fundação Bürgerstiftung de Bona está particularmente satisfeita com o facto de os turistas levarem a ideia de volta para as suas cidades natais. “Os turistas perguntam-nos como organizámos as nossas bibliotecas ao ar livre e enviam-nos recortes de imprensa quando criam este projecto nas suas cidades.” Entretanto foram também criadas “Bibliotecas ao ar livre” em Hannover, Darmstadt e Bayreuth, onde é possível encontrar não só livros de toda a espécie, mas também reconhecer o esforço e o empenho da comunidade, algo que se está a espalhar cada vez mais.


In http://www.goethe.de/ins/pt/lis/wis/sbi/art/bib/pt4048459.htm

terça-feira, 21 de abril de 2009

All I have to do is dream

Ainda não parei de sonhar. Aliás, espero nunca o fazer. Continuo a viver com a utopia que um dia vou poder deixar de trabalhar, nem que seja só por um ano, para me dedicar aos estudos.

Talvez o meu mal tenha sido o facto de ter começado a trabalhar demasiado cedo. A pouco e pouco vem o charme do dinheiro, a independência financeira e tudo acaba por ser uma bola de neve.
E assim tomam-se opções, delineia-se uma estratégia, dá-se o melhor que se pode...

E entretanto os anos vão passando e quanto mais aprendo mais certezas tenho do que quero fazer. E apercebo-me que cada vez gosto mais do meu curso e menos do meu trabalho. Mas para já é assim: o segundo paga o primeiro e quando este terminar outras oportunidades hão-de surgir.

É como digo: cada um prostitui-se da maneira que pode.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Those who are good librarians love their job and are very passionate about it

Overview. Forget about that image of librarians as a mousy bookworms. More and more of today's librarians must be clever interrogators, helping the patron to reframe their question more usefully. Librarians then become high-tech information sleuths, helping patrons plumb the oceans of information available in books and digital records, often starting with a clever Google search but frequently going well beyond.


Librarianship is an underrated career. Most librarians love helping patrons solve their problems and, in the process, learning new things. Librarians may also go on shopping sprees, deciding which books and online resources to buy. They may even get to put on performances, like children's puppet shows, and run other programs, like book discussion groups for elders. On top of it all, librarians' work environment is usually pleasant and the work hours reasonable, although you may have to work nights and/or weekends

The job market for special librarians (see below) is good but is sluggish for public and school librarians. Nevertheless, persistent sleuthing—that key attribute of librarians—should enable good candidates to prevail.

That effort to land a job will be well worth it if you're well suited to the profession: love the idea of helping people dig up information, are committed to being objective—helping people gain multiple perspectives on issues—and will remain inspired by the awareness that librarians are among our society's most empowering people.

A Day in the Life. You work in a small municipal library, where you have to do a little of everything. You start your day by leafing through catalogs from online database publishers and book reviews in Library Journal to decide which titles to add to your collection. Next, it's out to the reference desk, where visitors regularly ask how to find something. Sometimes, it's esoteric; often, it's the bathroom. Later, you teach a class: an advanced lesson in Googling. Next, it's back to the reference desk, but you're soon interrupted by a group of boisterous kids, so you have to turn into schoolmarm: "You'll have to be quiet, or I'll have to ask you to leave." You end your day reading about "automated librarianship": data storage systems that let the public get needed resources without the help of a live librarian. Tomorrow, you decide, you'll start writing a grant proposal to develop a computer kiosk that will help patrons find health information.


Smart Specialty
Special librarian. All sorts of organizations need librarians, not just public libraries. They work for colleges, law firms, hospitals, prisons, corporations, legislatures, the military, and nonprofit agencies. In fact, special librarianship is the field's fastest-growing job market. Unlike public and university jobs, which require night and weekend hours, these jobs are mostly 9 to 5.


Salary Data

Median (with eight years in the field): $47,400
25th to 75th percentile (with eight or more years of experience): $42,800-$63,700
(Data provided by PayScale.com)


Training
The American Library Association offers information and links regarding training, including online options.

U.S. News rankings of library programs



In:http://www.usnews.com/articles/business/best-careers/2008/12/11/best-careers-2009-librarian.html

quarta-feira, 25 de março de 2009

Não há nada como....


Ligar o computador, aceder ao moodle e eis que.... mais uma disciplina feita, quando nada o fazia esperar.

Apesar de ainda faltar uma nota deste semestre posso dizer: cheguei a meio do curso!

E para quem andou a coleccionar frequências universitárias, sim, isto é uma vitória, porque finalmente descobri aquilo que quero fazer a longo curso. :)