Numa biblioteca universitária, uma utilizadora que está a fazer a tese de mestrado pergunta como se faz para chegar até ao google.
Really?
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sexta-feira, 24 de maio de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Livros. Livros. Livros.*
Inspirada por isto http://biblioo.info/livre-se-dos-livros-antes-de-morrer/
Compreendo perfeitamente as ansiedades de qualquer amante dos livros, mas a menos que você já tenha trabalhado em bibliotecas e sido esmagado pela massa absurda do texto em papel, você não sabe nada sobre o gerenciamento de quantidades maciças de livros.
Compreendo perfeitamente as ansiedades de qualquer amante dos livros, mas a menos que você já tenha trabalhado em bibliotecas e sido esmagado pela massa absurda do texto em papel, você não sabe nada sobre o gerenciamento de quantidades maciças de livros.
Já ouvi várias vezes a frase que trabalhar em biblioteca é um trabalho fácil, leve, e sem grandes responsabilidades. É. Dizem isso porque não está lá dentro.
No artigo acima citado, falando da responsabilidade das quantidades maciças não só de livros, mas como de papel em geral, nós, os bibliotecários, acabamos com uma percepção completamente diferente da complicação que todos os documentos podem ser.
E começamos a ganhar um tipo de aversão no que diz respeito a guardar ou conservar livros que já ninguém lê. Para guardar um exemplar de cada, para ser uma biblioteca de preservação, existem as bibliotecas nacionais, onde cada exemplar de tiragem de depósito legal obrigatoriamente tem de dar entrada e fazer parte desse espólio. Fora isso, não faz sentido encher as bibliotecas (sejam públicas, escolares ou universitárias) de livros e revistas que dificilmente alguém consultará. Para isso existe uma politica de selecção e abate.
Das coisas que mais me lembro, é de sempre ouvir a minha mãe dizer: os livros não se deitam fora! Uhm. Pois. A minha percepção mudou logo a partir do momento em que a casa onde tinha vivido seria vendida. A ideia era levar só o essencial. Então, todos aqueles livros juvenis que eu anteriormente devorava, mas que dificilmente lhes voltaria a tocar, foram dados.
Depois disso, (e já durante o curso técnico de documentação e informação), volto à limpeza das minhas próprias prateleiras. Porque eram livros oferecidos por editoras, deixados por aí, ou coisas que já não faziam sentido para mim. Alguns deram lugar a feiras do livro usados por parte de bibliotecas públicas (de forma a angariarem dinheiro para novas aquisições), outros deixados na reciclagem.
Não, não me custou. Não me doeu deitar livros fora.
Depois disso, numa biblioteca em que trabalhei, e atendo às actualizações dessa área do conhecimento, era prática comum desfazermos-nos de livros
Entretanto vieram as bibliotecas com colecções completamente obsoletas, o que representou basicamente dois anos de gestão da colecção com muitos caixotes de reciclagem cheios e muitas viagens do Banco Alimentar para a campanha - Papel por alimentos
E ainda, uma casa em obras, com livros e revistas sem fim. Foram processos de selecção em todo o lado. Dias a acarretar com livros, papeis, caixas com pesos infinitos, a comer pó, em prédios e escolas abandonados. Um desbaste sem fim.
Eu sou amante de livros. Sou mesmo. Adoro ler, adoro o livro enquanto objecto em si. Mas não sou miúda de fundamentalismos. E ser bibliotecária levou-me a olhar para livros de forma diferente. Deixei de ser consumidora compulsiva. Adaptei-me (adoptei) (ainda) mais às bibliotecas, ao que elas me podem oferecer. Comecei eu própria a fazer uma avaliação dos livros e revistas que quero mesmo comprar e manter, ou daquelas que posso usar, ler e reler e que existem nas bibliotecas à minha volta.
Não sou apologista de guardarmos todos os objectos físicos que temos na nossa vida ad eternum. Gosto de limpezas. De novos ciclos. E os livros que antes podiam fazer sentido, deixarem de fazer. Porque evoluímos Porque os nossos gostos não são sempre os mesmos. E é aí, que não só nas bibliotecas, como nas nossas vidas, temos de saber quando é altura de abrirmos os sacos pretos do lixo, por mãos à obra e fazer o tal "trabalho sujo"
Lembro-me muitas vezes de um primo meu. Com carreira na docência universitária, intelectual convicto e viciado em livros. Conta com três casas com livros. Com inúmeras colecções de revistas. Algumas delas, de fazer inveja a muitas bibliotecas.
Penso então o que acontecerá aquele espólio um dia que ele não estiver cá. Afinal, quem tomará conta da colecção? Haverá espaço nas bibliotecas para albergar tamanha colecção?
Considero, que na situação ideal e um tanto utópica, a solução seria criar uma fundação. Com uma biblioteca imensa. Com apoio à investigação. Mas como sempre, a falta de meios económicos e de recursos humanos, bem como espaços livres e alcançáveis para a dinamização cultural são passos complicados e envoltos em burocracias intermináveis.
Não, não me custa deitar fora livros sem valor. Sem significado. Os que estão velhos e quebrados e completamente desactualizados. Mas isso, quando sabemos que há uma renovação constante. Que existem novos exemplares para ocupar as estantes.
Mas uma biblioteca pessoal é um espelho de uma vida, de uma vida em evolução, de livros que ficam, de outros que vão. E é por isso que acredito, que os livros importantes, os que mais nos marcaram ficam.
Mas os espaço físicos são pequenos, as cidades enormes, e cada vez é menos possível guardarmos tudo o que desejamos.
Livros podem não ser nunca demais. Como tudo na vida, acredito que precisamos de doses de racionalidade.
*Hoje é Dia do Bibliotecário no Brasil. Salvé a todos os profissionais da informação!
domingo, 10 de janeiro de 2010
Best and Worst Jobs 2010
Segundo o job site CareerCast.com a profissão de bibliotecário aparece no lugar 46 da listagem Best and Worst Jobs 2010. Not so bad... Só é pena é os salários aqui indicados não corresponderem a Portugal... Definitivamente, tenho de ir para os USA!
terça-feira, 21 de abril de 2009
All I have to do is dream
Ainda não parei de sonhar. Aliás, espero nunca o fazer. Continuo a viver com a utopia que um dia vou poder deixar de trabalhar, nem que seja só por um ano, para me dedicar aos estudos.
Talvez o meu mal tenha sido o facto de ter começado a trabalhar demasiado cedo. A pouco e pouco vem o charme do dinheiro, a independência financeira e tudo acaba por ser uma bola de neve.
E assim tomam-se opções, delineia-se uma estratégia, dá-se o melhor que se pode...
E entretanto os anos vão passando e quanto mais aprendo mais certezas tenho do que quero fazer. E apercebo-me que cada vez gosto mais do meu curso e menos do meu trabalho. Mas para já é assim: o segundo paga o primeiro e quando este terminar outras oportunidades hão-de surgir.
É como digo: cada um prostitui-se da maneira que pode.
Talvez o meu mal tenha sido o facto de ter começado a trabalhar demasiado cedo. A pouco e pouco vem o charme do dinheiro, a independência financeira e tudo acaba por ser uma bola de neve.
E assim tomam-se opções, delineia-se uma estratégia, dá-se o melhor que se pode...
E entretanto os anos vão passando e quanto mais aprendo mais certezas tenho do que quero fazer. E apercebo-me que cada vez gosto mais do meu curso e menos do meu trabalho. Mas para já é assim: o segundo paga o primeiro e quando este terminar outras oportunidades hão-de surgir.
É como digo: cada um prostitui-se da maneira que pode.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Those who are good librarians love their job and are very passionate about it
Overview. Forget about that image of librarians as a mousy bookworms. More and more of today's librarians must be clever interrogators, helping the patron to reframe their question more usefully. Librarians then become high-tech information sleuths, helping patrons plumb the oceans of information available in books and digital records, often starting with a clever Google search but frequently going well beyond.
Librarianship is an underrated career. Most librarians love helping patrons solve their problems and, in the process, learning new things. Librarians may also go on shopping sprees, deciding which books and online resources to buy. They may even get to put on performances, like children's puppet shows, and run other programs, like book discussion groups for elders. On top of it all, librarians' work environment is usually pleasant and the work hours reasonable, although you may have to work nights and/or weekends
The job market for special librarians (see below) is good but is sluggish for public and school librarians. Nevertheless, persistent sleuthing—that key attribute of librarians—should enable good candidates to prevail.
That effort to land a job will be well worth it if you're well suited to the profession: love the idea of helping people dig up information, are committed to being objective—helping people gain multiple perspectives on issues—and will remain inspired by the awareness that librarians are among our society's most empowering people.
A Day in the Life. You work in a small municipal library, where you have to do a little of everything. You start your day by leafing through catalogs from online database publishers and book reviews in Library Journal to decide which titles to add to your collection. Next, it's out to the reference desk, where visitors regularly ask how to find something. Sometimes, it's esoteric; often, it's the bathroom. Later, you teach a class: an advanced lesson in Googling. Next, it's back to the reference desk, but you're soon interrupted by a group of boisterous kids, so you have to turn into schoolmarm: "You'll have to be quiet, or I'll have to ask you to leave." You end your day reading about "automated librarianship": data storage systems that let the public get needed resources without the help of a live librarian. Tomorrow, you decide, you'll start writing a grant proposal to develop a computer kiosk that will help patrons find health information.
Smart Specialty
Special librarian. All sorts of organizations need librarians, not just public libraries. They work for colleges, law firms, hospitals, prisons, corporations, legislatures, the military, and nonprofit agencies. In fact, special librarianship is the field's fastest-growing job market. Unlike public and university jobs, which require night and weekend hours, these jobs are mostly 9 to 5.
Salary Data
Median (with eight years in the field): $47,400
25th to 75th percentile (with eight or more years of experience): $42,800-$63,700
(Data provided by PayScale.com)
Training
The American Library Association offers information and links regarding training, including online options.
U.S. News rankings of library programs
In:http://www.usnews.com/articles/business/best-careers/2008/12/11/best-careers-2009-librarian.html
Librarianship is an underrated career. Most librarians love helping patrons solve their problems and, in the process, learning new things. Librarians may also go on shopping sprees, deciding which books and online resources to buy. They may even get to put on performances, like children's puppet shows, and run other programs, like book discussion groups for elders. On top of it all, librarians' work environment is usually pleasant and the work hours reasonable, although you may have to work nights and/or weekends
The job market for special librarians (see below) is good but is sluggish for public and school librarians. Nevertheless, persistent sleuthing—that key attribute of librarians—should enable good candidates to prevail.
That effort to land a job will be well worth it if you're well suited to the profession: love the idea of helping people dig up information, are committed to being objective—helping people gain multiple perspectives on issues—and will remain inspired by the awareness that librarians are among our society's most empowering people.
A Day in the Life. You work in a small municipal library, where you have to do a little of everything. You start your day by leafing through catalogs from online database publishers and book reviews in Library Journal to decide which titles to add to your collection. Next, it's out to the reference desk, where visitors regularly ask how to find something. Sometimes, it's esoteric; often, it's the bathroom. Later, you teach a class: an advanced lesson in Googling. Next, it's back to the reference desk, but you're soon interrupted by a group of boisterous kids, so you have to turn into schoolmarm: "You'll have to be quiet, or I'll have to ask you to leave." You end your day reading about "automated librarianship": data storage systems that let the public get needed resources without the help of a live librarian. Tomorrow, you decide, you'll start writing a grant proposal to develop a computer kiosk that will help patrons find health information.
Smart Specialty
Special librarian. All sorts of organizations need librarians, not just public libraries. They work for colleges, law firms, hospitals, prisons, corporations, legislatures, the military, and nonprofit agencies. In fact, special librarianship is the field's fastest-growing job market. Unlike public and university jobs, which require night and weekend hours, these jobs are mostly 9 to 5.
Salary Data
Median (with eight years in the field): $47,400
25th to 75th percentile (with eight or more years of experience): $42,800-$63,700
(Data provided by PayScale.com)
Training
The American Library Association offers information and links regarding training, including online options.
U.S. News rankings of library programs
In:http://www.usnews.com/articles/business/best-careers/2008/12/11/best-careers-2009-librarian.html
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Porque todos devem cair de joelhos e adorar um(a) bibliotecário/a
Para todos aqueles que acharam estranho há três anos atrás a minha entrada no curso de TIDC, que torceram o nariz quanto falei de bibliotecas e que me disseram com ar enjoado, "tu? ai, não tem nada a ver".
E também para todos aqueles que acharam ainda mais estranho a continuação de estudos na mesma área e que acharam impossível dar continuidade a uma carreira pelas ciências da informação e da documentação, aqui vai:
Porque todos devem cair de joelhos e adorar um(a) bibliotecário/a
OK. Pois. Todos temos as nossas ideias preconcebidas do que é ser bibliotecário e do que eles fazem o dia todo. Muitas pessoas pensam nos bibliotecários como funcionários públicos de estatuto menor, esgueirando-se por todo o lado , a fazer "ssssh" constantemente, para não falar de selar e carimbar coisas a torto e a direito. Ora... pensa melhor ò meu!
Bibliotecários têm licenciaturas em ciências da informação e, muitas vezes, mestrados em Sistemas de Dados e Interface Homem/Computador. Os bibliotecários podem catalogar tudo o que existe entre um alho e a orelha de um cão. Podem-no catalogar a si.
Os bibliotecários controlam poderes inimagináveis. Com um leve torcer do pulso a sua tese de doutoramento desaparece detrás de 50 anos de "Crónica Feminina". Podem encontrar informação para o seu trabalho final que nem você sabia que existia. Podem até guiá-lo para novos e mais apropriados temas de investigação.
As pessoas tornam-se bibliotecários porque sabem demais. O seu conhecimento estende-se muito para além das meras categorias. Não podem ser confinados a meras disciplinas. Os bibliotecários sabem e conhecem tudo. Eles dão ordem ao caos. Dão cultura e sabedoria às massas. Preservam todos os aspectos do conhecimento humano. Ser bibliotecário é fixe. E dão cabo do canastro a quem pense o contrário!
E também para todos aqueles que acharam ainda mais estranho a continuação de estudos na mesma área e que acharam impossível dar continuidade a uma carreira pelas ciências da informação e da documentação, aqui vai:
Porque todos devem cair de joelhos e adorar um(a) bibliotecário/a
OK. Pois. Todos temos as nossas ideias preconcebidas do que é ser bibliotecário e do que eles fazem o dia todo. Muitas pessoas pensam nos bibliotecários como funcionários públicos de estatuto menor, esgueirando-se por todo o lado , a fazer "ssssh" constantemente, para não falar de selar e carimbar coisas a torto e a direito. Ora... pensa melhor ò meu!
Bibliotecários têm licenciaturas em ciências da informação e, muitas vezes, mestrados em Sistemas de Dados e Interface Homem/Computador. Os bibliotecários podem catalogar tudo o que existe entre um alho e a orelha de um cão. Podem-no catalogar a si.
Os bibliotecários controlam poderes inimagináveis. Com um leve torcer do pulso a sua tese de doutoramento desaparece detrás de 50 anos de "Crónica Feminina". Podem encontrar informação para o seu trabalho final que nem você sabia que existia. Podem até guiá-lo para novos e mais apropriados temas de investigação.
As pessoas tornam-se bibliotecários porque sabem demais. O seu conhecimento estende-se muito para além das meras categorias. Não podem ser confinados a meras disciplinas. Os bibliotecários sabem e conhecem tudo. Eles dão ordem ao caos. Dão cultura e sabedoria às massas. Preservam todos os aspectos do conhecimento humano. Ser bibliotecário é fixe. E dão cabo do canastro a quem pense o contrário!
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