sábado, 30 de maio de 2009

O que nos leva a estar no mesmo sítio à mesma hora? Porque é que as circunstâncias levam a que aconteça? Porque é que o destino se lembra por vezes de dar a volta?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sítios por onde gosto de me perder

Miradouro Nossa Senhora do Monte


Miradouro Santa Luzia




Royal Cafe
Crew Hassan

O Terraço


Noobai/Adamastor



Kaffehaus




Casa do Alentejo

terça-feira, 19 de maio de 2009

2000-2003

Naquele tempo tudo era puramente verdadeiro. Se chorávamos era porque nos tinham "dessarumado as gavetas" de tal forma que sentiamos que já mais nada podiamos suportar.

A maldade era puramente verdadeira. Os sonhos eram verdadeiros. As lágrimas eram verdadeiras. A ambição era verdadeira.

O ódio e o amor tocavam-se, faziam connosco o exercício do espelho, as cápsulas, os exercícios de voz, de corpo, os ensaios gerais, a esgrima - tomavam conta de nós, faziam-nos mexer. Faziam-nos continuar.

E era por isso que sabiamos que amávamos incondicionalmente o que faziamos. E que não poderiamos estar em lugar algum senão ali. Que tinhamos a certeza que aquele iria ser o nosso futuro, tivessemos de ir contra quem fosse. Estávamos dispostos a lutar.

Havia dias que nos arrastávamos, já nada podiamos fazer contra a turbulência de sentimentos.

Os 15 anos são cedo para muitas coisas. Para viver no limite dos sentimentos também. E eu não me esqueço. E ainda me toca. E ás vezes, apesar da nostalgia, ainda me dói.


Sei que amei incondicionalmente nesta altura. E tudo era puramente belo.

sábado, 16 de maio de 2009

Casa No Campo


Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa compor muitos rocks rurais

E tenha somente a certeza

Dos amigos do peito e nada mais

Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa ficar no tamanho da paz

E tenha somente a certeza

Dos limites do corpo e nada mais

Eu quero carneiros e cabras

Pastando solenes no meu jardim

Eu quero o silêncio das línguas cansadas

Eu quero a esperança de óculos

E um filho de cuca legal

Eu plantar e colher com a mão

A pimenta e o sal

Eu quero uma casa no campo

Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê

Onde eu possa plantar meus amigos

Meus discos e livros e nada mais

domingo, 26 de abril de 2009

P-fólios, e-folios, AF, semestres, anos lectivos

Acho que os P-fólios são grandes formas de resistência, resistência acima de tudo psicológica.

Passamos um semestre a assimilar matéria, a ler páginas e páginas de livros, a realizar actividades formativas, a consumir-mo-nos com E-fólios. E são estes que decidem se podemos submeter-mo-nos ao momento da tortura final. Sem nota mínima, teremos de esperar mais um ano lectivo.

Costumo comparar a sensação que tenho em dia de P-fólio como um balão cheio de ar. Durante um semestre enchemos, enchemos, enchemos, enchemos de matéria, na semana antes reforçamos as novas ideias, tiramos dúvidas, estudamos, estudamos, estudamos, estudamos até que chega o dia derradeiro.

No outro dia olhei em meu redor e pensei: eis os resistentes a arrastarem-se para o momento final.

Talvez tenha sido um exagero, mas não deixa de ser uma victória.

E sim, cada vez mais esta victória está a saber melhor.

Não me perguntem como está a correr, não me perguntem se preciso de alguma coisa, deixem-se estar no vosso canto e a queixarem-se da vossa vida miserável. Continuem a pisar-me. Continuem a dificultar-me a vida. Não se assustem quando se aperceberem que já está feito. Não, o tempo para mim não passou depressa. Mas eu sabia que seria capaz. E cá estou. Não tenham medo quando virem que preciso de crescer profissionalmente. Não tenham medo da minha ambição. Deviam ter pensado nisso antes.