Alguém me tele-transporta para aqui? Assim antes do fim de Maio?
quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Nalgum Lugar Perdido
Olhar-te um pouco
Enquanto acaba a noite
Enquanto ainda nenhum gesto te magoa
E o mundo for aquilo que sonhares
Nesse lugar só teu
Olhar-te um pouco
Como se fosse sempre
Até ao fim do tempo, até amanhecer
E a luz deixar entrar o mundo inteiro
E o sonho se esconder
Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti
Enquanto dormes
Por um momento à noite
É um tempo ausente que te deixa demorar
Sem guerras nem batalhas pra vencer
Nem dias pra rasgar
Eu fico um pouco
Por dentro dos desejos
Por mil caminhos que são mastros e horizontes
Tão livres como estrelas sobre os mares
E atalhos pelos montes
Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti
Enquanto acaba a noite
Enquanto ainda nenhum gesto te magoa
E o mundo for aquilo que sonhares
Nesse lugar só teu
Olhar-te um pouco
Como se fosse sempre
Até ao fim do tempo, até amanhecer
E a luz deixar entrar o mundo inteiro
E o sonho se esconder
Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti
Enquanto dormes
Por um momento à noite
É um tempo ausente que te deixa demorar
Sem guerras nem batalhas pra vencer
Nem dias pra rasgar
Eu fico um pouco
Por dentro dos desejos
Por mil caminhos que são mastros e horizontes
Tão livres como estrelas sobre os mares
E atalhos pelos montes
Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti
*Mafalda Veiga
Mulheres - Miguel Esteves Cardoso
Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar. Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se. Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas. Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais.
As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar. Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão leva à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar. Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se. Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas. Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais.
As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar. Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão leva à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita.
domingo, 12 de abril de 2009
BEKET
De Itália um filme muito independente a fazer lembrar os primórdios de Polansky. Dicotomia céu-inferno. A procura de um Deus. Freak e Jajá à espera de uma passagem.
Pelos vistos tenho o mesmo problema de Davide Manuli: gosto mais dos italianos do passado do que os do presente. E assim fica-me a ideia de Beckett perante a vida, qualquer coisa como sermos falhados a partir do momento em que nascemos, pois jogamos com a vida um jogo tão injusto que sabemos à partida que nunca poderemos ganhar.
Tenta. Fracassa. Não importa. Tenta outra vez. Fracassa de novo. Fracassa melhor
Samuel Beckett
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Porque Berlusconi é o representante de Itália
Pois é. Berslusconi quer queiramos quer não, é o líder político de Itália e logo também seu representante.
Por ocasião do G20 em conversa com o meu pai sobre situações menos felizes relacionados com o comportamento do senhor B., o meu pai exclama: "Assim até tenho vergonha de ser italiano". Achei um exagero tremendo. Então que diria eu que sou mitad-metade? Que tenho vergonha da ignorância com que fala CR? Que tenho vergonha do Alberto João? Que tenho vergonha por Mário Soares ter andado a cavalo numa tartaruga? Que tenho vergonha do escândalo Casa Pia? Que tenho vergonha do Avelino Ferreira Torres e da Fátima Felgueiras? E que... também tenho vergonha de Berlusconi. (mas não, não tenho vergonha de ser metade Italiana, nem metade portuguesa)
Sim, tenho vergonha dele. Tenho vergonha da forma como se comporta, das saídas tristes e desapropriadas que tem. Não percebo muito bem como continuam a elegê-lo. Também voto em Itália e nas últimas eleições fui bombardeada com informação partidária e promessas vindas do partido dele.
Dos outros nada.
Não estou dentro do panorama político de Itália, não sei o que outros fazem ou deixam de fazer, apenas tenho a confirmar que Forza Italia sabe (soube) bem o que é o marketing e como se usa. E talvez seja assim que muitos italianos se iludem. Não votei. Ou melhor, votei, mas deixei o boletim em branco. Senti que me queriam fazer um brainwash daquele partido e que houve falta de informação das outras partes.
Li há uns tempos atrás que Itália parou no tempo. È o mesmo país de há 20 anos atrás. E isso é grave. Porque Itália é um país com imensa história, com locais lindíssimos e com imenso potencial. Ela deveria ser o cenário perfeito para o romance, para o desenvolvimento cultural, não para a mixórdia de confusão de uma país cada vez mais envolvido e engolido pela máfia.
Um só dirigente, uma só pessoa não pode representar todo o povo. Aliás, não concordo quando se diz que a raça X ou a raça Y são isto e aquilo e que o povo X ou Y é porco, feio e mau.
Acredito nas pessoas e no que elas podem fazer. Acredito em cada um como um ser único, com as suas capacidades e limitações. Mas também acredito nos italianos. Não deixa de ser também o meu povo. E por isso o sismo de L'Aquila mexeu tanto comigo. E por isso achei hediondo o que Berlusconi disse.
Não tenho vergonha de se nem italiana, nem portuguesa. Eu sou eu. Uma mistura de nacionalidades, com uma educação muito própria que felizmente também me ajudou a ter dois dedos de testa.
Mas lá no fundo tenho uma sentimento de amor-ódio por Itália que não sei explicar.
Por ocasião do G20 em conversa com o meu pai sobre situações menos felizes relacionados com o comportamento do senhor B., o meu pai exclama: "Assim até tenho vergonha de ser italiano". Achei um exagero tremendo. Então que diria eu que sou mitad-metade? Que tenho vergonha da ignorância com que fala CR? Que tenho vergonha do Alberto João? Que tenho vergonha por Mário Soares ter andado a cavalo numa tartaruga? Que tenho vergonha do escândalo Casa Pia? Que tenho vergonha do Avelino Ferreira Torres e da Fátima Felgueiras? E que... também tenho vergonha de Berlusconi. (mas não, não tenho vergonha de ser metade Italiana, nem metade portuguesa)
Sim, tenho vergonha dele. Tenho vergonha da forma como se comporta, das saídas tristes e desapropriadas que tem. Não percebo muito bem como continuam a elegê-lo. Também voto em Itália e nas últimas eleições fui bombardeada com informação partidária e promessas vindas do partido dele.
Dos outros nada.
Não estou dentro do panorama político de Itália, não sei o que outros fazem ou deixam de fazer, apenas tenho a confirmar que Forza Italia sabe (soube) bem o que é o marketing e como se usa. E talvez seja assim que muitos italianos se iludem. Não votei. Ou melhor, votei, mas deixei o boletim em branco. Senti que me queriam fazer um brainwash daquele partido e que houve falta de informação das outras partes.
Li há uns tempos atrás que Itália parou no tempo. È o mesmo país de há 20 anos atrás. E isso é grave. Porque Itália é um país com imensa história, com locais lindíssimos e com imenso potencial. Ela deveria ser o cenário perfeito para o romance, para o desenvolvimento cultural, não para a mixórdia de confusão de uma país cada vez mais envolvido e engolido pela máfia.
Um só dirigente, uma só pessoa não pode representar todo o povo. Aliás, não concordo quando se diz que a raça X ou a raça Y são isto e aquilo e que o povo X ou Y é porco, feio e mau.
Acredito nas pessoas e no que elas podem fazer. Acredito em cada um como um ser único, com as suas capacidades e limitações. Mas também acredito nos italianos. Não deixa de ser também o meu povo. E por isso o sismo de L'Aquila mexeu tanto comigo. E por isso achei hediondo o que Berlusconi disse.
Não tenho vergonha de se nem italiana, nem portuguesa. Eu sou eu. Uma mistura de nacionalidades, com uma educação muito própria que felizmente também me ajudou a ter dois dedos de testa.
Mas lá no fundo tenho uma sentimento de amor-ódio por Itália que não sei explicar.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Demorei, mas vi!
Ontem foi noite de Twilight. Confesso que andei a adiar porque achava que não podia ser uma história de amor daquelas de fazer chorar as pedras da calçada. Mas afinal é. E ontem chorei que nem uma madalena arrependida como se não houvesse amanhã.
Adolescentemente falando tive vontade cair nos braços daquele Edward e morrer de amor(es) para todo o sempre.
E agora quero comprar o(s) livro(s) e esperar ansiosamente para que se façam novos filmes e continuar a sonhar, porque pelos vistos o amor aos 17 anos também (já) é muito forte :)
Pois bem, ganharam mais uma fã.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Iluminação em sete dias*
"Buda afirmou aos seus discípulos: quem se esforça, pode alcançar a iluminação em sete dias. Se não conseguir, com certeza alcançará em sete meses, ou em sete anos. O jovem resolveu que a conseguiria em uma semana, e quis saber como devia agir: “concentração” foi a resposta.
O jovem começou a praticar, mas em dez minutos já havia se distraído. Aos poucos, foi prestando atenção em tudo que o distraía, e achou que não estava perdendo tempo, mas se acostumando consigo mesmo.
Um belo dia decidiu que não era preciso chegar tão rápido a sua meta, já que o caminho estava lhe ensinando muitas coisas.
E foi neste momento que se tornou um iluminado. "
So true...
O jovem começou a praticar, mas em dez minutos já havia se distraído. Aos poucos, foi prestando atenção em tudo que o distraía, e achou que não estava perdendo tempo, mas se acostumando consigo mesmo.
Um belo dia decidiu que não era preciso chegar tão rápido a sua meta, já que o caminho estava lhe ensinando muitas coisas.
E foi neste momento que se tornou um iluminado. "
So true...
*Guerreiro da Luz
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