quarta-feira, 18 de setembro de 2013

90 dias

Hoje sinto me vitima do sistema. Espero no ACT e não posso deixar de pensar no que tem sido a minha vida desde que comecei a trabalhar. Já se passaram 11 anos desde o primeiro salário, do primeiro trabalho. Trabalho desde cedo, estudava e trabalhava, matava neurónios durante a semana, ensaiva á noite peças de teatro, passava compras num hipermercado.
Foi assim durante anos. Trabalhar-estudar-estudar-trabalhar-dormir mal.
O cansaço pressegue ne. Presumo que já seja crónico.
Não, não sinto qualquer tipo de rancor pela vida que tenho. Não sinto que tenha tido azar, ou que ha quem tenha infinitamente mais sorte que eu. Sinto me só injustiçada. Nunca pensei que não merecia isto ou aquilo. Apenas queria estar em paz. Comigo. E que essa paz se reflectisse nos outros. Naqueles que amo. 
Espero entre aqueles que devem sofrer o mesmo ou mais que eu. E doi. Dói me um monte. Sinto me ultrajada, magoada, esfaqueada. Sinto falta de reconhecimento, de novas oportunidades.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

MEC

Depois de épocas negras, com amores que doem demasiado e que apenas subsistem pela dor de nos fazerem sentir menos mortos, o amor pela MJ é inspirador. Que fossem todos assim.

Eu sei, porque também já lá estive. Já vivi em dias demasiados cinzentos onde não acreditava que pudesse haver algum forma de estar que me desse mais felicidade e mais vida. Que não me fizesse viver no limbo dos dias.

E MEC É um senhor, escreve bem que se farta e conhece as coisas boas desta vida. Por isso é que é tão prazeroso lê-lo. Porque com ele sabemos que nem sempre a vida é cor-de-rosa. Mas que há uma altura em que podemos dar-lhe uma volta. Renascermos. Re-aprendemos a amar, a estar, a sentir. Conhecemos pessoas que valem a pena e que valem a pena serem conquistadas. E que valem o amor incondicional, a dedicação, sem qualquer tipo de limite.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

That awkward moment

Quando um amigo do teu namorido confunde a tua formação base com a formação da ex-mulher do teu amor



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Tenho saudades de trabalhar. Não o posso negar. Tenho saudades de trabalhar a sério. De estar envolvida em projectos. De fazer coisas novas. De poder estabelecer novas estratégias para a aprendizagem rápida de  diferentes tipos de conhecimento, de novos métodos, de diferentes rotinas.

O fazer coisas novas, o trabalhar a sério, com objectivos reais, já não sei o que é há algum tempo.

Agora sinto-me perdida.

Estou vazia de mim, estou vazia de vida. Sinto que o tempo passa e não tenho muito para fazer com ele.

Sinto que me apaguei, que me deixei vencer pelo cansaço, que me sinto a desfalecer, a morrer aos bocadinhos. Se isto devia ter o impacto que está a ter? Não, não devia. Mas está a ter. Está a ser penoso, doloroso.
Tento limpar as lágrimas para que não se apercebam do que me vai cá dentro, porque julgo que tudo isto é uma fraqueza, é um mal interior com o qual não consigo, nem quero lidar.

Quase todos os dias há alguém a fazer-me uma das perguntas fatídicas: então e a tese? Não, a tese não está escrita. Não tenho vontade. Não tenho predisposição. Não consigo. Se me estou a apagar como posso começar a escrever o que não consigo sequer estruturar num pensamento lógico?

Abandono-mo, a ansiedade toma conta de mim, e volto a viver no medo.
Sometimes I have that awkward feeling... that I don't want to be here anymore