sábado, 7 de maio de 2011

O que os Filandeses precisam de saber sobre Portugal e os Portugueses



Parece que este vídeo (que passou recentemente nas Conferências do Estoril) está a fazer furor nas redes sociais. E percebo bem porquê. Afinal de contas, mostra que nós já ajudámos os finlandeses quando precisaram. E qual é que o contributo? Enfim.... O que se pode ver.

Faz-me lembrar daquelas pessoas a quem damos a mão, e que quando somos nós a precisar de ajuda são as primeiras a fugir.

Se quiserem saber mais, podem ler aqui e aqui.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ai.....!

Eu gosto tanto deste!
O que vale é que ainda não lhe pus a vista em cima in loco... (suspiro)



Dress

Dress - from H&M

http://www.hm.com/pt/s/00BHKW
Dress with a wrapover top and wide elastication at the waist. Decorative pockets at the front.
H;amp;Mwww.hm.com

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nunca vi ninguém tão triste à porta de uma oficina

Next time it will be better...

O nosso Primeiro (demissionário) falou

Disse que não se haveria de cortar o 13º e o 14º mês. Nem que o salário minímo baixava. Naquele momento tive vontade de lhe dar um beijo na boca. Ah pois tive! Se há muita gente a quem não faz diferença, a mim faz, e muita!


E calou muitos profetas da desgraça, que por aí andavam, provando assim, que tudo o que se disse acerca das medidas da troika eram pura especulação. (Já aprendi em Sociologia da Informação - temos de ter cuidado com os mass media, eles para nos manipularem, não há melhor!). Por que já bem basta o que aí virá, que de certeza serão parte das medidas - aumento dos impostos, em grande, e isso já mexerá bastante com o que ganhamos no dia-a-dia.

Sim, porque estas foram as partes boas, então e as partes más?


Dizem que não significará despedimentos, mas se o contrato acabar e não renovarem, não é bem um despedimento... É uma não-renovação. Já vi tanta coisa, que só acredito quando vir um novo contrato.

Agora é rezar a todos os santinhos, para continuar por estes lados. Sim, porque quero muittttttttoooooo continuar no trabalho em que estou.

Até porque estranho é: durante dois anos e meios tentaram à força que vestisse uma camisola de um sítio no qual não me identificava, e agora visto até vezes demais a dita da camisola, quando me pedem muito menos!

E a cara do Teixeira do Santos?
Acho que ele é a resposta para a parte má...

Olha que bonitos! A fazerem pendant! Um com gravata azul-cueca, outro com gravata rosa-bebé!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Namora uma rapariga que lê


"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.



Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.


Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.

Oferece-lhe outra chávena de café com leite.


Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.


É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.



Ela tem de arriscar, de alguma maneira.



Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.


Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.


Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.


Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.


Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.


Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.

Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.



Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."


(Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril.)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Leituras - Triologia de Nova York

A Trilogia de Nova Iorque continua a ser, tantos anos depois, o livro mais emblemático de Paul Auster. São três fascinantes histórias de mistério, centradas no submundo da grande cidade norte-americana, em que o leitor, tal como os personagens, se torna prisioneiro dos irresistíveis enredos, dos puzzles alucinantes, dos quais o autor é mestre incontestado.




Cidade de Vidro, Fantasmas e O Quarto Fechado constituem os três andamentos de uma sinfonia única, em que Paul Auster demonstra, mais uma vez, porque é hoje considerado um dos grandes nomes da literatura mundial.


Oh well, it's Monday

And i am feeling depressive.

Apetece-me sol. Apetece-me esplanadar. Apetece-me groselha com ginger-ale. Apetece-me batatas-fritas.

Se ando preocupada com a crise? Sim, e muito. Infelizmente, tenho a teoria que serei das primeiras a "saltar".
Afinal de contas, há muitas gente que pensa "para que serve uma biblioteca se não dá lucro, e só dá despesa?"

Ou então, já posso começar a dizer adeus aos subsídios de férias e natal. Mas muita gente dirá que já tenho de me sentir grata por ter um trabalho (ãh, ãh).

Depois, preocupa-me, porque queria mesmo voltar a estudar este ano, e pelo que vejo noutros países onde andou o FMI, o ensino superior foi mexido e muito. Se agora há mestrados a 2000€, será que passará a custar o dobro?
(Afinal, esta era (ou é?) uma coisa muito boa que temos em Portugal, o ensino superiror é bastante barato)

São todas estas questões, e tantas mais, (e também o caminho da mediocridade que muita gente parece não se importar de seguir) que me preocupam.
E que continuo assim a querer ver uma alternativa, um sítio onde possa estar melhor, onde possa evoluír.